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FGTS Para Imóvel: Saiba Usá-Lo No Financiamento Imobiliário

Entenda como usar FGTS para imóvel e os requisitos necessários para financiar um imóvel com esse recurso

O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) é um direito de todos os trabalhadores em regime CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), e corresponde a 8% do valor total do salário. Essa quantia pode ser sacada quando a pessoa é demitida sem justa causa, caso contrário, a mesma ficará inativa e só poderá ser sacada, geralmente, ao se aposentar.

No entanto, em alguns casos específicos, é possível usar o FGTS para imóvel no ato do financiamento até mesmo se a pessoa estiver empregada. Saiba quais são os passos a serem seguidos para resgatar o fundo na compra de uma nova propriedade.

Como É Feito O Resgate Do FGTS?
Caso sua demissão tenha sido sem motivo aparente, você tem o direito de fazer o saque do FGTS a qualquer momento e transferir o valor à sua conta pessoal. Ao fazer esse procedimento, separe o RG (Registro Geral), a carteira de trabalho e o número de inscrição no PIS/PASEP (Programa de Integração Social de Formação do Patrimônio do Servidor Público).

Feito isso, confirme o pedido de saque com o empregador. Nesse caso, quando há rescisão de contrato, cabe ao empregador comunicar o ocorrido à Caixa Econômica Federal, por meio do canal eletrônico Conectividade Social. Pronto! No prazo de 5 dias úteis você poderá sacar seu benefício.

Vale ressaltar que os saques de valor igual ou inferior a R$ 3 mil podem ser feitos em casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e postos de atendimento eletrônico. Ainda, caso você possua o Cartão do Cidadão e uma senha cadastrada, é só ir em quaisquer salas de autoatendimento das instituições.

Nas demais situações, quando a quantia for superior a R$ 3 mil, o saque do benefício pode ser feito em qualquer agência da Caixa Econômica Federal pessoalmente. Essa medida é tomada tendo em vista mais segurança ao trabalhador caso seja preciso ter um alto valor de dinheiro nas mãos.

Uso De FGTS Para Compra De Imóvel
Como mencionado, é possível sacar o Fundo de Garantia para dar entrada em um novo imóvel. No entanto, antes de dar entrada no financiamento, verifique se você atende e alguns requisitos básicos como:

ter trabalhado três anos não consecutivos com carteira assinada sob o regime CLT;
trabalhar ou residir no município onde o bem a ser adquirido está situado;
possuir contrato de trabalho ativo ou saldo em conta vinculada ao benefício na data de concessão do financiamento. Nesse caso, a quantia deve ser correspondente a, no mínimo, 10% do valor total da propriedade;
não ter financiamento ativo no SFH (Sistema Financeiro de Habitação),
não ser proprietário de nenhuma habitação na planta, em obras ou pronta, localizada na região metropolitana de atual residência.
A propriedade a ser comprada também precisa se enquadrar em alguns pontos para poder ser parcialmente quitada com o FGTS. Confira!

Desde o início de 2017, o imóvel a ser adquirido pelo financiamento com FGTS não pode exceder o valor de R$ 1,5 milhão em qualquer parte do Brasil;
Caso a propriedade seja semi-nova, ela não pode ser comprada com o fundo caso esse recurso já tenha sido usado nos últimos três anos;
O bem deve estar localizado no município, cidades limítrofes ou integrantes da mesma região metropolitana onde o comprador trabalha ou reside há pelo menos 1 ano,
Deve destinar-se à residência do comprador, sendo proibida sua utilização como moradia exclusiva de familiares, dependentes ou terceiros.
Se você atendeu a todos os requisitos, separe toda a documentação necessária para formalizar a solicitação de retirada do FGTS. Nesse caso, a papelada necessária se resume em carteira de trabalho, comprovante de residência, certidões de casamento e nascimento, RG e CPF (Cadastro de Pessoa Física).

Com relação aos papéis do imóvel, é preciso apresentar a cópia do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e certidão de matrícula do imóvel a ser comprado. Assim, será possível, comprovar sua regularidade perante o cartório de registro de imóveis.

O último passo antes de concluir o saque do FGTS para imóvel é solicitá-lo a um agente financeiro (bancos, consórcios ou companhias de crédito imobiliário). Essas instituições, por meio de um documento específico, comunicará à Caixa Econômica Federal seu interesse em resgatar esse direito trabalhista.

A partir daí, na maioria das situações a liberação do fundo acontece em, aproximadamente, cinco dias. Contudo, no meio do caminho pode haver entraves, como a aprovação do financiamento – essa leva, em média, dois a três meses até ser concluída, que podem adiar sua disponibilidade de saque.


Como fazer o refinanciamento do imóvel?

Para quem possui a casa própria, quitada e registrada em seu nome, refinanciamento é a modalidade de empréstimo que permite que você utilize o imóvel para conseguir dinheiro. O modelo também pode ser chamado de home equity ou alienação fiduciária.



Essa forma de crédito é uma boa alternativa para quem precisa de um capital para aplicar em um novo negócio, reformar sua casa, investir em um curso para dar um salto na carreira, entre muitas outras possibilidades.

Se você tem um imóvel próprio, seja residencial ou comercial, e está em busca de um empréstimo para investir nos seus planos, conheça as vantagens do refinanciamento de imóvel e como consegui-lo.


Como funciona?
Na prática, você irá oferecer o seu imóvel próprio ao banco como garantia do pagamento do empréstimo, que pode variar entre R$ 20.000 até 60% do valor da propriedade.

Procure o banco de sua preferência e apresente a matrícula atualizada do imóvel que servirá de garantia. Em seguida, ele será avaliado pelo corretor apontado pelo banco e, se aprovado, irá estipular um valor e o proprietário poderá então solicitar a quantia do empréstimo desejado.



Quais as vantagens?
Tendo o imóvel hipotecado como segurança, o banco pode conceder um bom prazo e melhores condições para o pagamento do valor concedido. Essa garantia oferecida faz com que o banco classifique a carteira como de baixo risco.

Por isso os bancos podem trabalhar com taxas muito menores de juros, que atingem em média 3% ao mês, adicionado da correção monetária. O prazo máximo também pode ser bem maior, podendo atingir até 20 anos, ou seja, 240 parcelas mensais para o pagamento.



É preciso comprovar renda?
Mesmo com o imóvel próprio como garantia, ainda é preciso comprovar renda. Ela será o elemento balizador para definir se o empréstimo pleiteado é justificável ou não, uma vez que a parcela deverá ficar limitada a 30% da sua renda líquida.

Assim como a comprovação de renda, oferecer o imóvel não cobre as restrições no Cadastro de Pessoas Física (CPF). Se você possui dívidas em atraso registradas no Serasa ou SPC, o “nome sujo na praça” pode prejudicar a liberação do financiamento.

Por fim, se tudo atender as exigências da agência de financiamento, é preciso apresentar todos os documentos pessoais, como Carteira de Identidade (RG), Cadastro de Pessoa Física (CPF), dados para contato, comprovante de residência e de estado civil. Não se esqueça de procurar uma empresa confiável, ler atentamente o contrato e esclarecer todas as dúvidas antes de assinar.



O que define o valor das parcelas?
Dentro desse modelo de financiamento, os bancos oferecem o SAC, com valor de amortização constante e parcelas decrescentes, e também Tabela Price, em que o valor da prestação se mantém constante e a amortização será crescente a cada mês sobre o valor total da dívida.

Agora que você já descobriu as vantagens e como fazer o refinanciamento de imóvel, saiba também como você pode reduzir o valor das parcelas ao longo do financiamento.


Bancos Suspendem Financiamento Mais Barato De Imóveis Usados. E Agora?

Como historicamente a linha pró-cotista cobra menores juros e por ter um orçamento limitado todos os anos, é comum que ela seja suspensa antes de dezembro

Quem quiser financiar um imóvel usado através da linha pró-cotista, que usa recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e é tradicionalmente considerada a mais barata do mercado, vai ter que esperar. No início deste mês, a Caixa anunciou a suspensão temporária desse tipo de crédito, na esteira do Banco do Brasil, que havia feito o mesmo em maio.

O Santander passou a oferecer a linha pró-cotista recentemente, e é o único banco privado, por ora, a fazer isso. A instituição não divulgou detalhes sobre as condições do crédito, mas o site EXAME apurou que, assim como no BB e na Caixa, ele só está disponível para imóveis novos que sejam financiados pelo próprio banco.

O Bradesco afirmou que vai disponibilizar a linha pró-cotista a partir de janeiro de 2019, mas não abriu as condições do crédito. O volume de recursos disponível para a linha pró-cotista é definido todos os anos no orçamento do governo. Para 2018, a cifra ficou em 5 bilhões de reais, 35% menor do que o volume de 2017. Agora, há menos de 1,8 bilhão de reais disponíveis para este ano, exclusivamente para imóveis novos.

Como historicamente a linha pró-cotista cobra os menores juros para quem não se enquadra nas regras do MCMV (Minha Casa Minha Vida), e por ter um orçamento limitado todos os anos, é comum que ela seja suspensa pelos bancos antes de dezembro.


Vendas No Mercado Imobiliário Sobem No 2º Trimestre – Confira

As vendas de imóveis no país no 2º trimestre de 2018 apresentaram alta de 17,3% em relação aos primeiros 3 meses do ano. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 32,1%.

Os dados foram divulgados nesta 2ª feira (20.ago.2018) pela Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

O lançamento de imóveis também cresceu no 2º trimestre de 2018: alta de 19,9% sobre o mesmo período de 2017. Na comparação com o trimestre anterior, o aumento foi de 119,7%.

No total, foram 25.485 unidades residenciais lançadas no 2º trimestre deste ano, contra 21.257 no mesmo trimestre do ano passado. Foram vendidas 29.951 residências no 2º trimestre de 2018, ante 22.561 no 2º trimestre de 2017.

O Sudeste foi a região que mais lançou e vendeu no mercado imobiliário no 2º trimestre de 2018, dominando 59,5% dos lançamentos e 50,4% das vendas. O Nordeste vem em seguida com 15,3% dos lançamentos e 26,6% das vendas.


Confira os 10 itens mais importantes nas vistoria de imóveis

1) Agendamento da vistoria.

A incorporadora, durante a fase final de execução da obra, entrará em contato com você para agendar a vistoria. Neste momento, mantenha a calma e não se deixe levar pela empolgação e ansiedade para receber logo seu novo apartamento. Reserve ao menos meio período de um dia seu para esse evento. Isso permitirá que você realize a vistoria com o critério que o evento precisa.

Lendo atentamente esse nosso artigo, você será capaz de realizar a vistoria em seu imóvel sozinho, porém, se mesmo assim não se sentir preparado, você sempre pode levar um arquiteto, engenheiro ou mesmo contratar uma empresa especializada para te acompanhar. No momento da vistoria, tome nota e registre tudo que estiver irregular.

Quando chegar o dia, não deixe de levar papel e caneta, trena, nível, balde, vassoura, lâmpada com luminária e o seu carregador de celular. Esse será o seu “kit vistoria”. Não se preocupe, lendo o artigo você entenderá o porquê de cada acessório.

2) Memorial de acabamentos.

Antes de realizar a vistoria, releia integramente seu contrato com a incorporadora, afinal, provavelmente faz bastante tempo que você assinou e já não lembra de tudo que tem lá, certo? É parte integrante de seu contrato, o memorial de acabamentos do empreendimento. Não deixe de ler com antecedência e levar esse documento durante a vistoria.

O memorial de acabamentos possibilitará que você avalie os equipamentos e especificações “prometidos” no momento da compra em relação ao que de fato está sendo entregue. Você verá nos próximos itens a importância do memorial durante a realização da vistoria.

3) Planta da unidade.

Também é parte integrante de seu contrato a planta tipo da sua unidade. Não deixe levá-la com você para a vistoria.

A planta tipo permitirá que você meça e compare com as dimensões reais, neste momento entra em ação a trena que falamos no item 1. Especificamente quanto as dimensões de sua planta, é importante salientarmos dois pontos:

As medidas representadas na planta possivelmente são de eixo a eixo de parede. Certifique-se sobre isso, essa especificação deve estar no carimbo da planta. Se realmente as dimensões em planta estiverem representadas de eixo a eixo, obviamente, as medidas serão diferentes das medidas reais internas que você medirá no local de face a face das paredes. Mas como fazer para averiguar as medidas nesse caso? Simples, desconte sempre a dimensão da largura de uma parede, que é aproximadamente 15cm.
As medidas reais podem ser divergentes das medidas de projeto em até 5%. Essa variação é prevista em lei, portanto, se estiver dentro dessa margem, não se preocupe. São pequenas variações que ocorrem durante a execução da obra. É normal em construção civil.
4) Paredes, pintura e gesso.

As paredes devem estar limpas, planas, sem fissuras e pintadas conforme especificação do memorial de acabamentos. Abra todos as janelas e acenda as luzes, a claridade permitirá que você enxergue melhor a qualidade da obra. Se a unidade estiver sem lâmpadas instaladas, você pode usar a luminária do seu próprio kit.

Observe atentamente se as paredes e os forros de gesso estão regulares e planos. Se notar uma possível irregularidade, utilize o medidor de nível do seu kit para confirmar.

Pegue a sua trena e meça as dimensões das paredes conforme nossa orientação no item 3.

5) Pisos e azulejos.

Os revestimentos devem estar limpos, sem fissuras, com a mesma tonalidade e uniformemente assentados. Verifique se atendem as especificações do memorial de acabamentos.

Durante a verificação dos revestimentos entrará em ação a sua vassoura. Utilize o cabo vassoura ou algo similar para bater levemente nos pisos e azulejos. Escute atentamente o som da batida, se for um som oco, é sinal que o revestimento não foi bem assentado e pode desplacar com o tempo. Neste caso, solicite o reassentamento das peças com problema. Não esqueça de anotar e registrar as peças que devem ser substituídas.

6) Portas e janelas.

Verifique visualmente com o ambiente bem iluminado se não há manchas, arranhões ou respingos de tinta nas portas e janelas. Consulte novamente seu memorial de acabamentos e constate se as esquadrias, vidros, ferragens, maçanetas e fechaduras atendem as especificações contratadas.

Abra e feche todas as portas e janelas. Os movimentos devem ocorrer de forma suave, sem ruídos e sem raspar no piso, trilhos e batentes. Neste momento, aproveite para travar e destravar todas as portas verificando se as fechaduras funcionam corretamente. Exija todas as chaves, você pagou por isso!

7) Instalações elétricas.

Volte ao seu memorial de acabamentos e verifique se os espelhos, tomadas e interruptores atendem as especificações. Confira também se todas as tomadas, interruptores previstos em projeto foram devidamente instalados. Não se esqueça do interfone, ele deve estar instalado e funcionando. Abra o quadro de força e verifique se todos os disjuntores foram instalados e funcionam corretamente. Ligue e desligue cada um deles.

Pegue o carregador de celular em seu kit. A maneira mais fácil de testar as tomadas é conectando o carregador. Para o teste das tomadas você também pode usar a sua luminária, o importante é testar se todas as tomadas da unidade estão funcionando.

Provavelmente os soquetes das lâmpadas não serão entregues, se este for o caso, deixe registrado junto a incorporadora que não foi possível testar a iluminação e os interruptores e qualquer defeito será responsabilidade integral deles. Se a sua unidade for entregue com os soquetes, utilize a lâmpada da sua luminária para os testes.

8) Instalações hidráulicas.

Como de costume, veja se todos os registros, torneiras e louças sanitárias atendem ao memorial de acabamentos.

Teste todos os registros e torneiras, eles devem abrir e fechar facilmente e não podem apresentar vazamentos. Abra e deixe funcionar por um tempo, observe se não há vazamentos. Quando fechar, o fluxo de água deve ser estancado totalmente, observe se não há gotejamento.

Verifique todos os vasos sanitários, confira se estão bem vedados na junção com o piso. Teste a descarga por algumas vezes, veja se o fluxo de água é suficiente para a descarga completa. Fique atendo a possíveis vazamentos.

Examine todos os ralos da unidade. Veja se não estão quebrados ou entupidos. Essa é a hora de usar aquele balde em seu kit vistoria. Jogue um bom volume de água nos ralos e observe se o esgotamento ocorre adequadamente. Atenção, é comum as construtoras deixarem detritos de obra dentro da tubulação, portanto não deixe de checar se todos os ralos estão totalmente desobstruídos e funcionando adequadamente.

Outro ponto importante é o caimento. O piso deve apresentar caimento em direção ao ralo. Jogue um balde de água e veja se o fluxo corre para o ralo e não empoça em nenhum canto.

9) Vaga de garagem.

Se você comprou um apartamento com vaga de garagem determinada, não se esqueça de descer na garagem e averiguar a sua vaga. Pegue novamente sua trena e veja se a vaga apresenta as dimensões previstas em projeto. Veja também se o posicionamento da vaga na garagem está conforme o que você comprou.

Não se esqueça de verificar se a área de manobra é adequada para o acesso a sua vaga. A melhor maneira de testar é usando o seu próprio carro.

10) Relatório da vistoria.

Lembre-se de registrar todos os itens verificados em seu relatório. Anote todas as solicitações de reparo e faça também o registro fotográfico de tudo. Você vai precisar desse relatório de vistoria para verificar se todos os reparos solicitados foram devidamente executados quando retornar para a próxima vistoria.

Lembre-se de manter a calma e não se deixar levar pela empolgação em receber logo o seu novo apartamento. Não deixe de solicitar todos os reparos necessários mesmo que isso postergue por algumas semanas a entrega da sua unidade.

Esses são os principais itens a serem avaliados quando chegar o momento de vistoria e aceite para a entrega de chaves.

Esperamos te ajudar a fazer uma vistoria correta e fugir das armadilhas.

Bons negócios imobiliários!

Conte sempre conosco!


Perspectivas para o mercado imobiliário em 2019

O próximo ano deve ser o ano da retomada do mercado imobiliário no Brasil. Recentes levantamentos do setor indicam um viés de alta nos últimos meses de 2018. A esperança é que a nova equipe econômica do Governo Federal consiga ajustar as contas públicas, gerar mais empregos, melhorar a renda do trabalhador e manter a tendência de queda dos juros aplicados nos financiamentos de imóveis.

O mercado imobiliário possui um ciclo composto por quatro fases: expansão, excesso, recessão e recuperação. Após a crise que assolou o mercado imobiliário no começo desta década, entramos na fase da recuperação no segundo semestre de 2017. Desde então, o setor passou a demonstrar melhoras gradativas e substanciais, em especial nas vendas, que cresceram cerca de 10% neste ano.

Devido a diversos fatos, entre os quais se pode destacar a queda da inflação, a diminuição da taxa de juros e de financiamento, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, a iminente regulação do distrato e ainda as definições políticas nos cenários estaduais e federal, o mercado imobiliário tem notado um significativo aumento no índice de confiança de empresários e consumidores.

Prova disso é que houve um aumento de 52% no número de unidades comercializadas na cidade de São Paulo de janeiro a junho de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017, melhor resultado desde o início da crise em 2013. Outro exemplo que demonstra a reação do mercado imobiliário é que o lançamento de novos projetos cresceu 30% no terceiro trimestre deste ano e, segundo corretores e investidores, a movimentação cresceu ainda mais depois das eleições.

Esse ambiente tem criado expectativas bastante positivas para o setor em 2019. Segundo dados, sinais, indicadores e sobretudo especialistas, deveremos entrar em um período de normalidade econômica. Com isso, a tendência é de crescimento para o próximo ano, ainda mais considerando que teremos a entrada em vigor de algumas novidades, como o aumento do teto para a compra de imóvel com FGTS para R$ 1,5 milhão e a ampliação do Programa Minha Casa Minha Vida.

Ao que tudo indica, 2019 deve ser um bom ano para quem quer vender ou comprar um imóvel e também para quem quer investir no mercado imobiliário, seja no setor residencial, cuja tendência são imóveis compactos com infraestrutura e a locação por temporada, seja no setor comercial, no qual as empresas têm apostado em um conceito mais colaborativo, com espaços mais amplos e menos divididos, seja ainda em fundos imobiliários, que voltam a ser uma boa opção de investimento.

Por: Gustavo Milaré – Advogado, mestre e doutor em Direito Processual Civil e sócio do escritório Meirelles Milaré Advogados

Fonte: Estadão


Mudanças no financiamento vão ajudar no trabalho do corretor de imóveis

s bancos Bradesco e Santander anunciaram a sua entrada no financiamento imobiliário de imóveis ainda na planta o chamado “crédito associativo”, modalidade na qual o financiamento do imóvel é feito ainda na planta e não somente após a conclusão da obra. Uma modalidade de crédito imobiliário que é vista pelas construtoras como a segurança que faltava para retomarem com mais fôlego os lançamentos e facilitarem as vendas dos corretores de imóveis no plantão de vendas.

Esse modelo é típico do Minha Casa Minha Vida, com recursos do FGTS, mas nada impede que em breve esses bancos ofereçam essa modalidade para todo o mercado imobiliário. O financiamento de imóveis na planta é um pleito antigo do mercado e agora começa a se tornar realidade.

Novidade para os corretores de imóveis

Corretor de imóveis agora você pode receber comissão por cada cliente indicado que contratar um financiamento, mesmo que outro corretor de imóveis tenha fechado a venda do imóvel. Através da plataforma criada pelo Melhortaxa o corretor de imóveis acompanha todo o processo de financiamento imobiliário dos seus clientes e recebe uma comissão após a concretização da operação através de um cartão de débito.

Vantagens do Melhortaxa para o corretor de imóveis e clientes

Ao indicar seu cliente para a Melhortaxa, ele terá todo o suporte na contratação do financiamento imobiliário. O cliente terá à sua disposição uma equipe especializada em crédito imobiliário e contato direto com as plataformas de crédito das principais instituições financeiras do país. Com isso, todos os envolvidos no processo (corretor, vendedor e cliente) terão maior agilidade no fechamento da compra e venda.

O Melhortaxa disponibiliza aos corretores de imóveis parceiros uma plataforma exclusiva para acompanhamento dos processos. Nessa área restrita, é possível acessar as informações atualizadas da situação do processo de financiamento, probabilidade de fechamento, ganho de comissão, etc.

O pagamento ao corretor de imóveis é realizado via transferência bancária ou cartão pré-pago mediante emissão de NF-e, caso possua CNPJ, ou apresentação de RPA (Recibo de Pagamento Autônomo) caso seja autônomo.


Lançamentos e vendas de imóveis crescem em todo o país

De acordo com os indicadores nacionais do mercado imobiliário da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o mercado imobiliário nacional continua em recuperação. Os lançamentos residenciais cresceram 30,1% no terceiro trimestre deste ano (21,4 mil unidades) em relação ao mesmo período de 2017. As vendas de imóveis, por sua vez, registraram aumento de 23,1% (26,1 mil unidades). Na comparação com o segundo trimestre, a pesquisa apontou queda de 17,4% de lançamentos e recuo de 12,3% nas comercializações.

Quando se considera o acumulado em 12 meses encerrado em setembro, os lançamentos somavam 102,5 mil unidades, ante 85,6 mil unidades no acumulado dos 12 meses anteriores. Em termos de vendas, foram 118,4 mil unidades escoadas de outubro de 2017 a setembro deste ano, ante 93,5 mil unidades nos 12 meses anteriores a esse período. Se mantido o ritmo atual de vendas, o estoque poderá ser zerado em 14 meses.

Lançamentos e vendas de imóveis em 2019

Segundo o CBIC, os lançamentos e as vendas de imóveis no país devem crescer na ordem de 10% a 15% na comparação de 2019 com 2018. Entretanto, o avanço esperado do setor dependerá da garantia de disponibilidade de recursos para financiamento da compra e da construção de imóveis.

Especialistas afirmam que estão otimistas com as perspectivas para o ano que vem, considerando a recuperação da economia brasileira e a retomada gradual do emprego.

De acordo com o Presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Flavio Amary, com taxas de juros baixas, inflação sob controle, crédito disponível e uma enorme carência habitacional, o mercado imobiliário também está pronto para crescer, precisando apenas de confiança no futuro.

Os preços, com exceções pontuais, estão estáveis há muito tempo e, segundo Amary, em alguns casos, com margens até negativas. Não é a primeira vez que esse cenário acontece em nosso país, e, por outro lado, o que vem depois de períodos como este é um novo ciclo de valorização. É exatamente em momentos como esses que as oportunidades aparecem e devem ser aproveitadas.

Fonte: Secovi-SP